31out
2012

Como manter a música no ar – Dez sugestões para criar uma nova visão do casamento

Publicado por

Como manter a música no ar – Dez  sugestões para criar uma nova visão do casamento, uma matéria super interessante, aliás que tem tudo a ver com meu momento de vida… afinal estou passando para o time dos casados (rs)

(Extrato de uma palestra da psicóloga Carole Parker Ph.D. a um grupo de executivos nos Estados Unidos da América)

Casamento – Como manter a música no ar ?!

Desfrutar de boa situação financeira, ter a mesma faixa etária, religião, classe sócio econômica ou morar na mesma cidade não garantem sucesso nos relacionamentos conjugais. Mesmo o aprendizado com os erros em casamentos anteriores não assegura nada. Cerca de 50% dos primeiros casamentos terminam em divórcio, mas o mesmo acontece com 68% dos segundos casamentos.  Uma boa situação financeira pode assegurar estabilidade, mas não satisfação. Normalmente, as pessoas não querem dividir suas posses e permanecem juntas apesar de infelizes. O que melhor pode assegurar estabilidade e satisfação no casamento é a amizade. Mesmo o comprometimento não assegura nada, pois há “comprometimentos constrangedores” – por exemplo ficar juntos por causa das crianças. O amor também não assegura satisfação. Mesmo ex-cônjuges dizem que ainda amam os seus companheiros.

O respeito pelo cônjuge como indivíduo tem uma grande importância para a estabilidade e para a satisfação. O que ajudará os casais a não apenas sobreviver, mas crescer no casamento é a habilidade de ambos de renová-lo à medida que as realidades da vida se modificam à sua volta, de se divertirem juntos e de compartilharem cada momento entre eles, dando um ao outro plena atenção ao se comunicarem.

Destacam-se os seguintes 10 passos que podem ajudar casais com algum tempo de casamento na busca por fazerem  de suas vidas de casados a melhor possível.

1)    Criar um casamento focado no cônjuge, não nas crianças. Esse é um dos maiores vazios  entre alguns casais. Às vezes, a esposa quer gastar uma grande parte do seu tempo com os filhos ou netos enquanto o marido  a quer mais para si mesmo.

Os casais precisam resolver assuntos como:

–         Quanto querem compartilhar com o(a) esposo(a)?

–         Como tratam com pontos de vista diferentes?

–         Quanto tempo planejam gastar com os outros membros da família?

–         Que amizades alimentarem e/ou compartilharem?

Ter “amigos do relacionamento” é um fator de sucesso – alguém que esteja sintonizado com o relacionamento, não toma partido e oferece perspectivas que podem ser úteis para ambos os cônjuges.

 

2)    Manter um sistema de comunicação efetivo que permita compartilhar sonhos e desapontamentos futuros.

Isso é difícil se você tem sido sempre um comunicador deficiente ou se você não está acostumado a deixar os seus sentimentos se manifestarem. Centenas de livros têm sido escritos sobre comunicação. Todos eles envolvem respeito, ouvir ativamente, auto conhecimento e preocupação com o outro.

Os executivos saem para o trabalho diariamente portando uma grande máscara. É verdade que há um isolamento no topo da organização. Com quem você fala? Onde você  se permite ser vulnerável? Em bons casamentos, os cônjuges têm em suas casas um ambiente seguro onde podem compartilhar suas mais profundas intimidades.

Muitas pessoas nem mesmo sabem quais são os seus sentimentos. Assim, um bom começo é o desejo de fazer a si próprio as perguntas mais difíceis. O que é importante para mim? O que eu quero? Quais são os meus sonhos? Deve haver um bom processo para um auto julgamento privado. O princípio básico deve ser, falar consigo como se estivesse falando com alguém que você ama. Todos nós temos um profundo desejo de nos integrarmos e sermos conhecidos. Bons casamentos podem oferecer isso.

 

3)    Utilizar a raiva e o conflito de forma criativa.

Às vezes, ouço pessoas dizendo que nunca brigaram, mas, na realidade, o casamento está morto. Os relacionamentos entram em crise se você estiver ou muito distante ou muito intensamente próximo. Em todo o relacionamento, há uma disputa pelo poder. O homem freqüentemente perde posição quando, na tentativa de agradar a mulher que ama, não consegue se expressar plenamente. A mulher pode submeter-se em demasia ao seu marido, ficar sem opinião e abrigar ressentimentos, em seguida.

A melhor maneira de resolver isso, é procurar conhecer os seus sentimentos e, então reconhece-los e expressá-los de uma maneira respeitosa. Todas as regras de uma disputa honesta se aplicam: Não acusar, não ameaçar, não punir, ouvir com atenção, criar reciprocidade, etc..

 

4)    Ser um(a) bom(boa) amigo(a) do seu cônjuge.

Amizade é um dos melhores promotores da satisfação matrimonial. Precisa-se construir uma amizade profunda e desfrutá-la com seu cônjuge nesse nível. Trabalhar contra os sentimentos de amizade em relacionamentos prolongados é o fator supra familiar. Normalmente tomamos nossos entes queridos como relacionamentos rotineiros e tratamos nossos amigos melhor do que tratamos nosso cônjuge. A maioria das pessoas, quando se casam, pensam intimamente a respeito dos seus cônjuges nos seguintes termos: Por que você não é mais parecido(a) comigo? Freqüentemente, as mulheres acham que podem modificar os seus maridos. O segredo da amizade é amar o parceiro como ele é e desfrutar plenamente da sua companhia. Diversos executivos confessaram que a sua satisfação com o casamento melhorou quando decidiram abrir mão da necessidade de estarem certos.

 

5)    Renovar o romance e restaurar um relacionamento sexual prazeroso.

Deve-se reagir ao estereótipo da nossa cultura que desconsidera o sexo para pessoas mais idosas. As pessoas podem permanecer sexualmente ativas com 70 ou até 80 anos. Elas poderão ter de fazer algumas adaptações de comportamento, mas elas ainda podem ter prazer com o sexo. Cônjuges que se tornaram pouco mais do que companheiros de quarto precisam reaprender como se reconectarem sexualmente. Renovar o romance começa fora do quarto de dormir e é muito mais complexo do que ter um encontro com o seu cônjuge. Envolve restaurar a intimidade no seu relacionamento interpessoal, comunicando e compartilhando sua vida, desejos e sonhos com profundidade. Por outro lado, casais que compartilham sexo livremente sem intimidade estão perdendo tempo. O vazio desse comportamento é comparável a ter um diploma sem nunca ter estudado.

 

 

 

6)    Coisas ruins acontecem. Fortalecer o relacionamento para as mudanças da vida que podem esvaziá-la.

A expectativa de que a vida se tornará mais fácil é falsa. Os problemas não acabarão só porque sua casa já está quitada ou seus filhos já estão na universidade. Eles apenas mudarão. Quer seja porque seus pais já estão idosos, estão acontecendo dificuldades nos negócios, problemas de saúde ou decepção com filhos adolescentes, as freqüentes mudanças na vida podem afetar o relacionamento de forma negativa. Você deve se capacitar para lidar com essas mudanças e continuar a fazer do seu relacionamento a maior prioridade.

 

7)    Aprender a deixar para lá aquilo que não se pode controlar.

Isso não deve ser fácil para ninguém. Mesmo para os executivos, é um grande desafio. Ajuda muito perguntar quanto você pode controlar dentro de um relacionamento e, então, controlar e/ou gerenciar suas expectativas. Você precisa de muita humanidade para lidar com os outros e com você mesmo. Segundo os mestres ZEN, o bom relacionamento é clareza, coragem e humanidade.

 

8)    Aprender a perdoar e esquecer os desapontamento do passado.

Quando o casamento alcança longevidade de dois dígitos, decepções podem ter se acumulado ao longo do tempo. A maioria é de pequena monta, mas, às vezes,  elas podem ser profundas e penosas.

Essa recomendação pode ser de difícil aplicação, especialmente se você está focado no passado. Manter registros prejudica o relacionamento. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer, quando a contabilidade dos eventos começa, a compreensão é interrompida. A definição da verdadeira maturidade é compreender a ambigüidade dos seus sucessos e fracassos. Se vocês escolherem ver o restante das suas vidas juntos como uma oportunidade, e se puderem focar na gratidão e no perdão, a rota para a harmonia matrimonial será muito enriquecida.

 

9)    Respeitar o processo espiritual um do outro.

Evitem julgamentos caso tenham posições diferentes em relação a Deus ou à religião. Às vezes, essas diferenças podem ser absolutamente inspiradas. Quanto mais você puder ser aberto, flexível e curioso sobre diferentes pontos de vista, melhor para o relacionamento. Enquanto for difícil suspender o julgamento, ajuda muito se vocês procurarem descobrir em que podem concordar e em que vocês concordam em discordar.

 

10)           Comprometer-se a fazer do seu casamento o melhor que ele pode ser.

A maioria dos executivos é filosoficamente otimista sobre os negócios. Eles precisam colocar esse mesmo tipo de energia no seu relacionamento conjugal. Criando uma visão de como vocês gostariam que o seu casamento se tornasse e se comprometendo de forma otimista com o caminho que definiram, o futuro será mais brilhante.

Criar uma nova visão do casamento é uma tarefa contínua. Exige comprometimento em caminhar juntos e na mesma velocidade.

Raphaela Scharf e Marcelo Balerone – “Respeito, amizade e comprometimento são fundamentais numa relação para “manter a música no ar”!”

Agradeço a meu coach e querido amigo Adib Fadel por todas as contribuições nos terrenos pessoal e profissional que vem me dando ao longo desses quase 03 anos de convivência. Obrigado!

Contatos Adib: adibfadel@uol.com.br